Esporte Amigo: José Amâncio, 67, trocou o vício da bebida pelo da corrida
Diana Gomes
Por muito anos, sua fiel companheira foi a bebida. A cerveja era a preferida entre tantos outras opções que ele havia experimentado ao longo da vida. No início, ela servia como uma espécie de relaxante para o dia estressante que levava como gerente de um banco. Para piorar, o cargo de gerência também o forçava a cumprir uma dura rotina social, que quase sempre incluía a bebida entre os atrativos. Era um círculo vicioso.
Até que no dia 11 de outubro de 2008 tudo mudou. Amâncio havia procurado ajuda médica para tentar emagrecer e parar de beber depois que identificou algumas alterações em exames. Recebeu então a prescrição de um remédio que o faria perder o gosto pelo remédio – ou seja, a cerveja – não mais desceria redonda.
Início da corrida - Quando parou com o álcool, foi um pulo para começar a correr. Ele que já fazia caminhadas na orla, procurou a ajuda de um profissional de educação física e entrou para um grupo de corrida. “O início é muito difícil. Quem não está acostumado a correr, corre 50 metros e acha que vai morrer. Correr com outras pessoas nos ajuda a não desistir”, diz.
A corrida fez com que Amâncio finalmente perdesse peso. Ele passou dos 100 para os 82 kg, além de ter conseguido normalizar as taxas de glicemia e triglicérides. “Hoje estou melhor do que quando eu tinha 40 anos”, afirma.
Depois de começar a correr contanto postes (o atleta corre de um poste até o outro, depois anda na sequência seguinte e assim por diante), hoje o aposentado de 67 anos gaba-se de correr provas de 5 km em 29 minutos e provas 10 km em 1 hora e 1 minuto. O objetivo agora é correr abaixo de 1 hora.

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