terça-feira, 27 de dezembro de 2011

“Estou pronto para jogar pelo profissional do Bahia”, diz Fábio Gama

Eduardo Martins | Ag. A Tarde
Meia da base ganhou apelido da torcida de “mini-Ávine” pela semelhança com o lateral tricolor
Meia da base ganhou apelido da torcida de “mini-Ávine” pela semelhança com o lateral tricolor
De férias em Ribeira do Pombal (cidade a 271 km de Salvador), sua terra natal, o meia Fábio falou com a reportagem do ESPORTE CLUBE em entrevista exclusiva.
Perto de subir para o time profissional do Bahia (apesar de ainda não estar confirmado oficialmente pelo clube), a jovem promessa conversou sobre a expectativa deste novo desafio e de sua preparação para finalmente vestir a camisa do tricolor de aço em um jogo oficial. 
Você está cotado para subir para o time profissional do Bahia em 2012. O diretor da base, Newton Motta, disse que, em conversa com o gestor de futebol , Paulo Angioni, seu nome foi citado entre os garotos que serão aproveitados no time principal. Sente-se preparado para o desafio?  
Sim, claro. Estou pronto para jogar pelo time profissional do Bahia. Espero que, com fé em Deus, isso realmente aconteça. Há dois anos batalho por esta oportunidade, desde que vim do Cruzeiro trazido por Newton Motta (Fábio nasceu na cidade de Ribeiro de Pombal, na Bahia, mas jogava na base do time mineiro). Estou ansioso em finalmente poder jogar em Pituaçu. Vestir o uniforme e ir para o campo. É meu maior sonho no momento.
Mas na sua posição, meia de ligação, a concorrência é muito forte. Tem lá Ricardinho, Magno, Vander...
Isso é verdade, mas tenho que buscar meu espaço. Saber mostrar meu futebol para o Joel Santana e cavar meu lugar no time. Todo jogador passa por isso. Tenho que encarar com naturalidade.
Apesar de tantos jogadores de nome, o Bahia penou na Série A para encontrar um meia regular. Acha que pode ser esse jogador?
Vou brigar por isso, mas ainda está cedo para falar de titularidade.
Você pode subir para o profissional junto com Dudu, zagueiro, e Madson, lateral-direito. Dois jogadores que estiveram com você no vice-campeonato da Copa São Paulo deste ano. Acha que aquela final alçou vocês a uma condição diferente  no próprio Bahia? 
Com certeza, a campanha valorizou muito a gente. A diretoria passou a enxergar o grupo com outros olhos. Tanto é que nós três, os jogadores que mais se destacaram na Copinha, estamos cotados para subir para o profissional. Ficamos importantes para a torcida e para o clube, pois a final foi algo inédito para os times baianos na competição.
O Bahia adotou neste ano o critério da numeração fixa nas camisas de jogo. Vários jogadores escolheram seus próprios números. Subindo para o profissional, escolheria qual?
Escolheria a dez, que é o número que jogo desde a divisão de base. 
Mas é o número mais cobiçado. Acha que vai chegar da divisão de base e pegar logo a dez?
É, isso é verdade. Não tinha pensando nisso (risos). Então a que eu pegar tá valendo. 

No time sub-23, que jogou a Copa Estado este ano, você passou a ser chamado de Fábio Gama. Foi ideia sua?
Foi sim. Gosto desse meu sobrenome. Representa bem minha família, por isso pedi que fosse chamado assim.
Muita gente brinca de que você é o sósia mirim do Ávine...
É, acho graça. Várias pessoas falam que parece, e talvez pareça mesmo (risos). Gosto muito do Ávine, que é um ídolo da torcida. Ele não liga para a brincadeira, e eu também não. Fico na minha.

No segundo semestre deste ano, você iniciou a preparação na fisiologia do Bahia para ganhar massa muscular. Já tem sentido a diferença? 
Sim. Ganhei quatro quilos desde então. Hoje estou com 60 kg e tenho que chegar até os 64 kg. Tenho sentido a diferença no meu estilo de jogo. A única parte ruim é que tem que ficar malhando o tempo todo, e aí o corpo dói. Não gosto muito de academia, gosto mesmo é de jogar bola. Por mim ficava o tempo todo no campo (risos). Mas se é bom para mim, tenho que fazer.

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